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”Eu era tempestade e furacão. E você tranquilidade de uma brisa no fim da tarde. ”

Quando te conheci você estava se conhecendo. Contou que havia terminado um namoro de 3 anos e estava chateado por ter desapontado a sua garota. Contou também que não conhecia quase nada sobre a vida. Nunca teve muitos amigos ou frequentou festas de faculdade. E eu, bem, eu estava desacreditada do amor. De tanto amar de mentira, cansei de procurar por pessoas de verdade. Nem eu mesma era de verdade. Famosa por iludir as pessoas com os meus melhores sorrisos. Com as melhores histórias. Conhecia e desconhecia pessoas no tempo de uma música de amor. De cara nos gostamos. Você tão doce e tímido. E eu sempre falando mais do que o necessário. Você me fez sentir algo que não sentia há muito tempo. Esperança.
 
Você era o tipo de cara que ainda acreditava nos sentimentos. Eu, o tipo de garota que não se importava muito com isso. 
 
Era engraçado como nunca nos separávamos. Aceitei assistir filmes chatos de super heróis no cinema. Você aceitou ir à festas comigo. Nossa, como era bom não lembrar nada no dia seguinte. Os seus olhos. A minha mania irritante de não conseguir te encarar. Fogo cruzado. O seu corpo perto do meu. O seu cheiro me chamando. Sua mão procurando a minha. Uma bebida. Duas. Três. Milhares de sonhos em como seria ficar ao seu lado. Pra sempre. Preciso ir embora. Preciso achar uma saída para não estar com você.
 
Não era fácil. Não mesmo. Passei noites em claro procurando respostas. Tinha que existir um motivo. Eu só precisava disso. Um motivo para que eu não me entregasse a você. Quanto mais pensava, mais queria. Não poderia conviver com a dúvida de como teria sido. Tinha certeza que seríamos incríveis. Invencíveis. Os melhores. Era amor antes mesmo que eu pudesse notar.
 
E eu não me aguentei  Eu nunca me aguento  As palavras saem antes mesmo que eu consiga raciocinar o melhor a dizer. Te peguei de surpresa e disse tudo que pensava. “Eu não sei se deveria… Mas eu gosto de você. Muito” e a resposta me atingiu rápido como um raio “Eu também. Não aguentava mais segurar isso dentro de mim” “Mas nós somos amigos… Eu amo sua amizade, tenho muito medo de te perder’’ “Você nunca vai me perder”. E assim foi. Eu, você e as estrelas o conspirando a nosso favor.
 
Talvez você tenha sido o maior aprendizado que já tive. Com você aprendi a gostar de Beatles. A lutar boxe. A ter paciência. Aprendi que sorrisos podem ser verdadeiros. Os meus eram quando eu estava ao seu lado. Com você eu não tinha medo de mostrar o que guardo por dentro. Te contei os problemas com meu irmão. Você me contou do dia em que sua irmã abandonou a família. Contei sobre os ex namorados e sobre meu problema com o ‘’eu te amo’’. Você olhou em meus olhos e disse que não se importava com o meu passado. Nós éramos o presente.
 
Ainda me lembro daquela noite fria na casa de praia dos seus pais. Apenas nós dois e cartas de baralho a serem dadas como se decidissem o futuro. O nosso futuro. Eu não gostava do futuro. O futuro me assustava a ponto de me fazer ter vontade de fugir. E se eu não fosse o melhor para você? E se eu não correspondesse a todas as suas expectativas? E se você tivesse se enganado? Eu nem era tão boa assim. Eu não queria te machucar. Não você.
 
Eu era melhor quando estava ao seu lado. Todos sabiam disso. Mas eu sabia que você merecia alguém melhor do que eu podia ser. Você merecia uma garota descomplicada. Alguém que gostasse de músicas antigas e apreciasse programas calmos como um filme nos domingos. Eu era tempestade e furacão. E você a tranqüilidade de uma brisa no fim da tarde. E eu não podia mais, não conseguia mais.
 
Você chorou. Eu segurei. Abaixei a cabeça, levantei os olhos, te encarei uma última vez e desejei com o coração “Espero que você seja feliz”. Virei as costas e não olhei para trás. Olhar para trás me faria desistir e correr para o seu abraço. Para o seu cheiro. Para o meu porto seguro. E eu não podia ser tão egoísta assim. Você merecia ser feliz.
 
sciencenote:

Astrocyte Might
For two centuries, scientists studying the brain focused on neurons and largely ignored neuroglia: a group of cell types that make up half our brain and spinal cord. Indeed, glial cells were considered little more than brain glue. But it’s now clear that they play an active role in brain function. Take astrocytes, for example (pictured). We now know that these cells, whose thousands of thread-like tendrils wrap around the junctions between neurons, can influence neural signaling. Researchers have also begun to explore whether astrocytes might explain why humans are more intelligent than other animals. One group showed that mice that received transplants of human astrocytes learned much more quickly than normal mice, suggesting that there may be something special about the human astrocyte (pictured right) – which is larger than the mouse version (left) – that contributes to the advanced computational abilities of the human brain.

Written by Daniel Cossins